Sananda - O Julgamento

Atualizado: 19 de jun.

Queridos filhos e filhas do planeta Terra! SOU SANANDA!


Tenho percebido que muitos ficaram bastante mexidos, com a minha última mensagem. Para mim isto é ótimo! Se eu tivesse dito tudo aquilo e vocês ficassem impassíveis ou simplesmente nada os tivesse atingido, aí sim eu estaria preocupado; porque minhas palavras não estariam tendo eco. Posso garantir a cada um de vocês, que cada vez mais, vocês ficarão mais intrigados com o que direi aqui. São ensinamentos profundos que jogam por terra, tudo aquilo que vocês estão habituados a fazer, e que hoje, eu estou tentando lhes mostrar que não é deste jeito que vocês fazem. Porém, quero deixar muito claro aqui – cada um de vocês tem o livre arbítrio; muda quem quer; muda quem está com o coração aberto e com muita vontade de chegar à Quinta Dimensão.


Não estou obrigando ninguém a nada; cada um seguirá, cada um ouvirá com o coração. Se vocês ouvirem o que estou dizendo com a mente, haverá revolta, haverá descontentamento, haverá todo tipo de reclamação e de julgamentos, e que não era esse o meu propósito. Agora quem ouvir com o coração, aí sim, absorverá o que está sendo dito, e simplesmente, pensará a respeito e procurará tomar um novo caminho. Não adianta aqui ficar comentando, lembrando, julgando o que já foi feito. Vocês sabiam o que era o correto? Não, não sabiam. Então por que o julgamento? Então hoje o tema será exatamente esse: o julgamento.


Por que vocês julgam tanto? Por que vocês gostam de julgar o outro, julgar a si mesmo? Aqueles que são juízes por profissão, devem fazê-lo, mas dentro das leis e dos acontecimentos inerentes a cada caso. O julgamento é um processo extremamente negativo, pois cada vez que vocês apontam o dedo, não estou falando aqui literalmente, vocês estão marcando o outro. É como se vocês.., aquele outro, fosse aquele alvo que vocês treinam, para que a flecha atinja o centro. Então vocês olham para o outro, transformam ele naquele alvo e disparam a flecha. Isto é o julgamento. Porque o julgamento machuca aquele irmão, e torna você ator de uma ação, de machucá-lo. “Mas como posso machucá-lo?”


Pelo seguinte: você está sentado atrás de uma mesa, com uma roupagem estranha, com um martelo na mão, dando o veredito do seu julgamento para aquela pessoa. Mas onde estão os advogados de defesa? Onde estão os advogados de acusação? Aonde está o júri? Não, você assume todos os papéis, você é poderoso. Você ao mesmo tempo defende, ao mesmo tempo condena, ao mesmo tempo dá a sentença e ao mesmo tempo a expõe. Você assume todos esses papéis e, ao final, você lança aquela flecha que atinge o alvo. Então não pensem que ao julgar o outro, nada lhes acontece; que você apenas emitiu a sua opinião. A sua opinião, neste caso, está imbuída de um sentimento, que é o julgamento. E ele é um sentimento extremamente negativo.


Mas porque vocês são habituados a fazer isso? Porque algum dia, alguém disse que Deus Pai/Mãe julgava; que Deus Pai/Mãe ficava atrás de uma mesa exatamente fazendo isso: “Você vai para o céu! Você vai para o inferno!” Então você também se acha no direito de fazer o mesmo. Então vamos começar aqui a acertar as coisas. Deus não julga ninguém. Ninguém vai para o céu e ninguém vai para o inferno, até porque isto não existe. Vocês colhem o que plantam. Apenas isso. Se vocês plantam bons sentimentos, boas ações, é isso que vocês colherão. Caso contrário, colherão exatamente o que vocês plantaram.


Então você está plantando um julgamento. O que isso está fazendo? Jogando todo o seu ponto de vista em cima daquele outro. Aí eu lhe pergunto: “Você sabe como aquele outro vive? Você sabe o que ele sente? Você sabe o que é a alma dele? Você sabe por que ele está passando por aquilo?” A resposta é não, para todas essas perguntas. Por que, não? Porque você não é ele, você não está na consciência dele, você não está na caminhada de alma dele, você não vive a vida dele. Então como julgá-lo, como apontar o dedo, apontar a flecha e lançar naquele alvo, por algo que você não conhece? Que poder é esse que você se dá, para fazer isso tudo?


Então o que você faz quando assume todos esses papéis, e se torna um ser humano extremamente poderoso, é plantar isso. É plantar esse sentimento de não entender o irmão, de simplesmente acusá-lo. Porque quando você julga e você não sabe efetivamente o que ele está pensando, vivendo, você o está acusando. Então você deixou de ser um juiz imparcial, você assumiu um único papel: de promotor; aquele que só condena, nunca defende. Os demais papéis, você jogou fora, você assumiu o papel de juiz, mas na verdade você é o promotor. Você o está condenando. Com que direito? Nem aqueles que vestem a roupagem de juiz na vida real, têm este direito. Eles podem ter este direito, dentro de um tribunal real aonde existem todas essas figura: advogado de defesa, promotor, juízes e júri. Aí sim, tudo no equilíbrio. Mas você é muito importante, você é poderoso, então você assume todos os papéis; não, não, você assume o único papel, o de promotor.


Aí volto a perguntar: com que direito, quem lhe deu esse direito, quem disse para você: “Você pode julgar?” E vamos supor, vamos supor, que Deus Pai/Mãe julgasse. Você está se equiparando a ele, você quer ter o mesmo poder de Deus Pai/Mãe? Então eu lhe digo, que aí vai mais um sentimento errado. Então corrigindo, Deus Pai/Mãe não julga; Deus Pai/Mãe é puro amor. Não existe julgamento. As consequências por tudo que vocês fazem, faz parte da caminhada de cada um, não é um castigo imposto por Deus, após um possível julgamento.


Então pensem a respeito. Por que julgar o outro? E aí vocês colocam neste julgamento, tudo. Vocês colocam: forma de vestir, forma de viver, forma de ser, opção sexual, trabalho, amigos..., tudo. Vocês saem julgando todo um leque de opções. Mas quem é que vive a vida dele mesmo? Ah, é ele, não você. Então só posso lhe dizer o seguinte: que aquela flecha que você lançou contra aquele irmão, faz mal à ele, sim. Isso não passa impune perante ele, não é uma coisa que você fala ou que você faz e é esquecido pelo universo. Não, não é. Aquele julgamento bate nele; aquela flecha que você lançou no alvo, penetra nele, e de alguma forma ele vai sentir esse seu julgamento. Ele vai saber que você o julgou. Talvez não explicitamente, mas saberá; e ficará muito triste com isso, porque se perguntará: “Por que ele está me julgando? A vida é minha?” Exatamente a vida é dele, você não tem o direito de julgar, não tem o direito de criticar, não tem o direito de discriminar, nada, nem