Sananda - A Fome Não tem Data para Acontecer

Atualizado: 19 de jun.

Queridos filhos e filhas do planeta Terra! SOU SANANDA!


Mais uma vez é com muita gratidão, que posso vir até aqui. Vou continuar o assunto que abordei ontem. Sei que muitos ficaram pensativos. Muitos se perguntaram: “O que efetivamente faço para ajudar um irmão?” No seu mundo, na sua sociedade, tudo foi bem planejado para um bem maior daqueles que possuem as rédeas da situação. Todo final de ano, supostamente foi dito a vocês que eu nasci. Não vou entrar neste mérito aqui e agora. É uma crença já muito difundida, entranhada posso dizer, em suas mentes e até suas células. Não caberia a mim aqui e agora, querer acabar com isto tudo. Apenas gostaria de uma reflexão: Por que tanta manipulação em torno de uma data?


Eu diria que é mais uma data comercial do que uma data espiritual, porque poucos se lembram do que é efetivamente celebrado, que seria o meu nascimento neste mundo. Mas este não é o foco da nossa conversa. Continuando o que eu disse ontem, o propósito agora é caminhar para a igualdade, é caminhar para aplacar o sofrimento e a fome. Muito tem-se dito de que o planeta não tem comida suficiente para todos; isto é mentira. As terras do planeta estão aí, basta que se cultive comida. Não comida viva, comida onde coração pulsa, mas comida que vem do coração de Gaia. Existe o interesse? Não, não existe. Existe o interesse de cada vez mais eliminar áreas verdes, mas não para gerar comida, comida boa, energeticamente falando.


Mas voltando a data do meu nascimento, por que tanta pompa? Por que vocês enfeitam suas casas somente nesta época? Por que não enfeitá-las o ano inteiro? Porque vocês foram incentivados a enfeitar, a se preparar para a minha chegada, no caso o meu nascimento. O planeta fica iluminado, não vou dizer que não é um espetáculo bonito. Sim é bonito, mas isso traz algum benefício a vocês e à Gaia? Eu diria que não, porque o consumo de energia sob a picos estratosféricos e quem ganha com isso? Aqueles que detêm o poder da própria energia, no caso aqui a energia elétrica.


Não estou condenando a data, estou apenas comentando tudo que foi armado para que a data existisse. E com o tempo foram sendo criadas várias ações, em torno desta data. E eu lhes pergunto: Quem tem fome, só tem fome nesta época? Quem tem fome, só come nesta época? É o que muitos pensam. Está chegando próximo à esta data, então todos se preparam para doar para quem precisa. E o resto do ano, aquelas pessoas comem o quê? Então, eu gostaria que vocês pensassem um pouco. Por que somente nesta data?


Porque nesta data as famílias se reúnem, apenas muitas vezes por um protocolo, porque mal se falava no momento da ceia, onde supostamente eu estaria ali sentado, partilhando com todos. Mas os corações estão apertados, os corações estão tristes, com raiva. Mas todos estão ali celebrando, ironicamente com a minha presença. Interessante esta postura de vocês. Então por que as reuniões não podem ser feitas durante todo o ano? É preciso envolver o meu nascimento para que as famílias se unam? É preciso usar uma data criada por vocês, para que todos se reúnam em volta de uma mesa? Eu gosto de pensar que não.


Família, dentro do que o nome diz, é uma reunião de pessoas consanguíneas e alguns nem tanto, que se reúnem de vez em quando para se apoiarem, para se amarem, para conversarem, para rirem juntos. Não apenas por um protocolo, onde a grande maioria depois sai falando mal do que viveu naquela noite. “A comida não estava boa”, “A roupa de fulano estava horrorosa”, “A recepção foi péssima”. E cadê o espírito do grande dia? Onde ficou o amor que eu emanei naquela mesa no momento da ceia? Aparentemente eu não consegui atingir a grande maioria, porque ninguém sai com o coração em festa, porque eu estava na mesa.

Vocês costumam me chamar e eu sento à mesa, mas vocês me ignoram. Não ignoram no sentido de não me dar atenção, ignoram no sentido de não emanarem o amor que eu estou colocando naquela mesa. Os sentimentos em torno da mesa da ceia são variados, do mais elevado ao mais mesquinho. Então onde está a minha presença naquela mesa? Eu diria que não está, porque jamais sentarei numa mesa assim. Vocês podem até me chamar, eu abençoarei sua mesa mas não sentarei nela. Porque para que eu me sente nesta mesa é necessário que todos emanem amor, todos recebam aquela energia que eu transmito de coração aberto. Mas isto é raro acontecer. Vocês se unem apenas por protocolos.


Então eu gostaria que vocês pensassem, sobre o que esta data traz ao coração de vocês. Para muitos alegria por ganhar presentes. E vocês pensam naqueles que não ganharão nada? A troca de presentes é um fator importante nesta data? Mas é para todos? Eu digo que não, a grande maioria nada receberá. Porque não há nem o que comer, como haverá para presentes? Muitos poderão me perguntar: “É importante trocar presentes nesta data?” Eu diria que não, que caso meu nascimento fosse celebrado corretamente, seria um momento mundial de união entre todos, onde todos se dariam as mãos num só pensamento e seriam gratos por tudo que receberam. Esta seria a celebração do meu nascimento. Mas como a data já existe há muito tempo, eu não terei (por enquanto) como mudar isso.


E aí, eu volto a perguntar: O que vocês fazem por aqueles que nunca ganharam um presente? Vocês trocam presentes caríssimos, mas são incapazes de doar um pequeno presente para quem precisa. Então eu diria que, em tudo isso a hipocrisia impera. Vocês cuidam da fome durante esta época, o resto do ano que morram de fome. Porque ninguém lembra, só lembra nesta data, por quê? O resto do ano as pessoas hibernam? Não comem? Só comem no fim do ano?