Sananda - A Discriminação e a Desigualdade

Atualizado: 28 de jun.

Queridos filhos e filhas do planeta Terra! SOU SANANDA!


É com muita alegria e muita gratidão, que mais uma vez venho até vocês passar os meus ensinamentos. Quero lembrá-los do nosso encontro no próximo sábado. Como já disse aqui: fará quem quiser, participará quem quiser. A ideia é que vocês contribuam de alguma forma com o próximo, com o planeta ou algo relativo aos animais. É obrigatória a participação? Não, não é. Vai do coração de cada um, vai da forma como cada um enxerga a desigualdade no seu mundo.


Eu diria que este aspecto além do desapego aos bens materiais, é outro ponto fundamental e muito importante na caminhada de vocês. São milênios de crenças, costumes, hábitos discriminatórios e separatistas que esta geração e as anteriores, vivem e viveram. É como se isto fosse uma doença entranhada em cada célula dos seus corpos e por mais que vocês digam: “Não, eu não faço isso. Eu não discrimino, eu não separo, eu não tenho repulsa!” Vocês mentem, mentem para vocês mesmos. Porque hoje a sua sociedade tenta de alguma forma mudar isto. As minorias hoje não estão mais caladas, elas ganharam voz e estas vozes incomodam vocês. Vocês gostariam que elas continuassem caladas, para que vocês não tivessem que enxergá-las, que aceitá-las.


Mas chegou o momento em que todos se equilibram, chegou o momento em que todos caminham para a igualdade. Então como haver minorias? Se existe minoria, não existe igualdade. Todos têm que ser vistos com a mesma importância. Não importa a forma física, não importa as deformidades, não importa as cores, não importa a forma de amar.

Perante Deus Pai/Mãe todos vocês são iguais, são almas com a sua Centelha Divina. O invólucro que cobre cada alma, não importa para Deus Pai/Mãe e consequentemente também não importa para nós. Tanto que, cada um de nós, se estamos numa dimensão maior que a de vocês, não vemos seus corpos, vemos apenas pontos de luz ou pontos de sombra caminhando na superfície do planeta. Porque há muito superamos a discriminação, superamos a desigualdade.


Então não vemos corpos físicos, vemos almas. E mesmo aquelas almas que podemos ver que são praticamente escuras, não as discriminamos e nem as abandonamos, amamos todas igualmente. O trabalho que é feito com cada uma, aí sim é diferente, mas o amor é o mesmo. Não há escolhidos, nem privilegiados. Então este é um ponto que vocês precisam também começarem a tratar dentro de si. É como eu já disse, vocês se enganam, abrem a boca, gritam: “Não, eu vejo todo mundo igual!” Mentira. Vocês ainda discriminam sim, vocês ainda separam sim, vocês ainda falam mal sim; mesmo que seja internamente, no pensamento. No exterior, tendo alguém à volta, vocês bradam, gritam a favor, mas quando estão sozinhos consigo mesmos, vocês são verdadeiramente o que são; ou vou colocar de uma outra forma, ou que foram colocados a ser.


Eu gostaria que vocês pensassem sobre o quê as suas religiões pregam. Elas pregam a igualdade? Elas aceitam todo e qualquer ser humano de qualquer forma? Elas não separam ninguém? Elas não criticam ninguém? Elas não formam castas separatistas, a ponto de praticamente provocarem exércitos e guerras? Pensem a respeito. Então, este também é um ponto, que eu diria que cada um de vocês comecem a fazer o seu “mea culpa”. Comecem a dominar as suas próprias células porque elas gritam a discriminação, elas gritam a separação. Vocês apenas ouvem o chamado, o clamor das suas células, porque são milênios, séculos, anos e dias que suas almas viveram exatamente isso. E entendemos que não é fácil de uma hora para outra, jogar isso tudo fora, ver o mundo de uma outra forma.


Eu diria, como eu já disse nas minhas Cartas; o racismo não está na cabeça de quem condena, está na cabeça de quem o vive. Então todos estão errados. Ninguém é coitadinho, ninguém é inferior. As pessoas são o que se colocam. E se as pessoas se colocam como inferiores, e que são sempre atacadas, elas emanam isso e recebem o quê de volta? O ataque. Então ninguém tem que se colocar como coitadinho, nem como inferior, todos estão no mesmo patamar e vocês precisam aprender isso.


Olhar para um mendigo na rua e não ter nojo, não ter repulsa, não é fácil; porque os hábitos fizeram de vocês pessoas superiores, porque vocês tomam banho, porque vocês se vestem com roupas limpas. Mas vocês têm uma casa para tomar banho, vocês têm roupas para trocar. E quem não tem? Anda nu? Não, anda com os trapos que tem e fede e cheira mal, porque não toma banho, não troca roupas. Eu pergunto: é uma decisão dele? Não cabe aqui julgá-lo por entrar nesta vida, cabe? Não, não cabe, porque vocês não sabem a caminhada daquela alma. O que não cabe é vocês julgá-los, pelo cheiro, pela aparência.


Se ele tomar um bom banho, cortar os cabelos, colocar roupas limpas, usar um bom produto de higiene, ficará tão limpo e cheiroso quanto vocês. E aí vocês não mais o discriminarão, ele deixará de ser um mendigo. Deixará? Ou momentaneamente, vocês deram a ele condições de ser um ser humano aceitável? E depois vocês dão as costas novamente e ele volta a viver com aquela roupa mais um tempo. É desta forma que vocês ajudam estas pessoas, doando apenas de vez em quando, para aplacar as suas culpas, tirá-los das ruas porque fica feio as ruas cheias de mendigos? E aqueles que não têm onde morar, que moram na rua, incomoda a vocês? Incomoda. Mais alguém faz algo para melhorar a vida dessas pessoas? Alguém para, para saber o porquê delas estarem na rua? Alguns aqui me responderão que sim; e eu concordarei que nem todos agem desta forma.