Arcano Miguel - As Religiões Africanas (Cont. I)

Atualizado: 17 de jun.

Queridos! EU SOU O ARCANJO MIGUEL!

Muito bem; vamos continuar o nosso assunto sobre as religiões africanas, de origem africana. Entendo que muitos estão pensativos; estão tentando digerir tudo o que eu disse ontem. Só digo uma coisa para vocês meus irmãos, e que eu entendo que é isto que tem que ficar na mente de vocês: os Orixás existem; são seres de extrema energia; e estão neste planeta auxiliando na caminhada de cada um de vocês. Então isto é o que vocês têm que absorver. Não era aquele encarnado naquele ser humano, que iria fazer algo por você. São esses, esses que estão lá no Alto, atendendo àa cada um de vocês. Então não fiquem remoendo revolta, raiva, decepção, porque esses sentimentos não vão levar vocês a nada. A verdade é uma só, os Orixás existem e estão prontos para ajudar qualquer um de vocês; que conheçam, que confiem, que seguem a religião africana; qualquer uma delas ou não. Não importa. Não importa. Da mesma forma que eu estou disponível para todos, independentes de serem da religião católica ou não.

Então hoje, eu vou continuar um pouco mais a história. Como eu disse para vocês ontem, a mesma religião foi tendo desdobramentos. É como eu lhes digo meus irmãos, muito vem da mente de seres humanos. Digamos que nem todos, concordavam com tudo que aprendiam ali; nem todos concordavam com todos os rituais. Não, eu não estou falando aqui em matança de animais, isso fica de lado. Isto é um caminho, que quem quiser seguir, fique à vontade.

Quem quiser continuar acreditando, que matar animais é bom e traz uma energia positiva em qualquer sentido, continue seu caminho; nada tenho a dizer. Não estou preocupado com isso, mesmo que você não siga o caminho do mal, mas se você concorda com este tipo de sacrifício, peço à você apenas que pense um pouco. Cada animal faz parte de nosso Deus Pai/Mãe; e jamais ele seria favorável a matança de um, principalmente nessas condições. Rituais de sangue não são para seres de luz, tenham a certeza disso.

Continuando. Então muitos seguiam esta religião que originou-se no Candomblé. Meus irmãos eu estou falando aqui, tudo muito superficialmente. Eu já disse para vocês, que eu não sigo as coisas certinha como vocês conhecem. Eu faço uma macro-história e para mim, isso é que é o importante; é a forma de passar a mensagem. Eu não vou ficar aqui, desfiando todos os desdobramentos das religiões africanas, porque se vocês forem para a África, muitas outras vocês vão conhecer. Então não é este o meu objetivo. O objetivo é mostrar a evolução e como tudo se encaminhou. Muito bem. Então muitos que seguiam, aquela primeira forma da religião, que foi apresentada, começaram a questionar algumas coisas. Os próprios rituais. Enfim, questionaram muita coisa e muitos desdobramentos foram acontecendo.

Então existem alguns desdobramentos, que foram para continuar com a matança de animais. Outros não, outros eram uma mistura. Muitos aqui já frequentaram casas espíritas, que a princípio eram da luz e faziam matança. E aí cabe aqui também colocar, que aqueles que são os centrais nessas casas espíritas, os chamados Babalorixás, que supostamente servem aquele Orixá, é uma alma como qualquer uma alma de vocês. Apenas digamos que exatamente por seguir aquela religião, se tornava um adepto dos costumes e dos rituais, e recebia toda sorte de orientação. Muito bem.

Então hoje eu vou falar um pouco sobre a incorporação. Isso já foi bastante falado aqui, mas cabe aqui comentar novamente. Àqueles seres humanos que já estavam envolvidos com aquela religião, com aquelas religiões, não importa, foi ensinado que deveria deixar sempre aquelas almas incorporarem no corpo mediúnico daquele local; para quê elas pudessem passar alguma informação ou aprender algo. Como eu disse ontem, muitas entidades ou almas de luz, se apresentaram nessas casas. Como eu dei o exemplo de ontem, do Pai Joaquim. E aí vamos falar de Caboclos, que seriam os seres que habitavam na mata. Seriam almas de índios, almas de pessoas que conduziam animais, alguns outros seres da mata, não importa. Eram almas de luz.

Então quando aquele médium se preparava ou vinha com uma missão... Interessante falar sobre isso. Aquele médium vinha com uma missão e muitas vezes não tinha escolha, ele tinha que seguir aquela religião. Ou simplesmente a sua vida virava de cabeça para baixo. Era como se fosse uma imposição. E na verdade era, não havia escolha. Era uma missão: dito, prestar a caridade. Então muitos, nem sabiam que tinham esse dom da incorporação. Mas as coisas aconteciam de maneira, que elas fossem obrigadas à ir para esses terreiros ou casas espíritas.

Muitos iam por vontade própria, por ter afinidade com aqueles locais. E aí eu pergunto: alguns se deixavam incorporar, outros não. Os chefes dos terreiros poderiam fazer tudo o que quisessem, mas aquela criatura nunca incorporava ninguém, por quê? Então eu explico para vocês por quê. Porque não era da missão daquela alma, aquela missão. Aquela alma era uma alma evoluída e que tinha consciência, de que aquilo não era bom para ela. Então ela nunca permitia a incorporação, ou pelo menos dificultava a incorporação. Aí, muitos já estão aqui tomando como regra: “Ah, então se eu incorporava, eu sou uma alma de Terceira!”

Eu falei que isso era uma regra? Posso dizer sim, que as almas que são evoluídas, não incorporam. Nunca se deixaram incorporar. Muitos pensativos. “Poxa, eu achava que eu era uma alma evoluída, mas eu incorporava”. O que eu acabei de dizer? Existem alguns casos, em que as almas evoluídas podem realmente incorporar, quando isto se faz extremamente necessário naquela caminhada. Lembrem-se, existe uma coisa chamada livre-arbítrio. Então vou refazer o que eu disse. A alma evoluída tem conhecimento de que não é bom incorporar, que não trará nenhum benefício àquela roupagem humana a incorporação.