Arcanjo Miguel - Textos Complementares Sananda II

Atualizado: 16 de jun.

Queridos! EU SOU O ARCANJO MIGUEL!


Muitos estão um pouco incomodados, com esta sequência de comentários sobre as Cartas e os textos complementares das Cartas de Cristo. Incomodados, porque não conseguiram ler, estão um pouco vagarosos no entendimento. Então é como se eu estivesse contando o fim do filme antes de eles assistirem. Meus irmãos, a caminhada não é simples; o fato de eu comentar uma boa parte do que as Cartas dizem, é simplesmente para que vocês aproveitem o entendimento; desvinculem as minhas palavras das Cartas, então. Entendam que estou apenas continuando os meus ensinamentos. Não fiquem preocupados de estarem atrasados ou de não estarem entendendo muita coisa. Tudo a seu tempo. Cada um de vocês tem uma forma de entender e assimilar o que é dito. Uns com mais facilidade, outros nem tanto; no entanto ninguém é melhor que ninguém. Se aquele teve a capacidade de entender rapidamente o que estava escrito ali, ótimo para ele, e que ele continue a sua caminhada. Agora se você não entendeu, está vagarosa ou vagaroso, no seu entendimento, qual o problema, eu pus alguma data? Eu até comentei que vocês deveriam ter lido todas as cartas, mas o que eu disse vocês deveriam ter lido, eu não disse entendido. O entendimento poderá levar até anos e isto é absolutamente normal, o importante é que vocês entendam.


Este que é o grande segredo na leitura dessts Cartas; não ler como um livro qualquer que você leu, colocou na estante, e o que leu ali, alguma coisa entrou, outra não; o que vocês têm que fazer é assimilar cada Carta integralmente. Dure o tempo que durar: 1 mês , 2 meses, 3, não importa, o que importa é que você faça sua caminhada corretamente. Não adianta você querer correr: “Ah, eu preciso ler porque todos já leram e eu estou atrasada!”. Qual o problema, alguém está lhe cobrando? Alguém está lhe culpando por você estar atrasado? Aliás atrasado em relação a quem? Existe algum marco, existe alguma linha de chegada estipulada? Então não existe atraso. Cada um está fazendo ao seu tempo, ao seu entendimento, a sua capacidade de absorção do que está sendo dito. Se essas Cartas fossem simples, não teriam tantas modificações em suas formas de pensar. Então o importante é que cada um leia, cada um estude, cada um absorva as palavras que estão ali da forma mais profunda possível. Não importa o tempo que irá demorar, não importa o tempo que irá levar; façam no tempo que vocês puderem. Não tem problema.


Bom, como iniciamos ontem hoje eu vou comentar sobre os textos das Cartas 4 até a 8. Então o principal fundamento do texto complementar da Carta quatro é o amor, em que Sananda comenta que existem dois tipos de amor: o amor humano e o amor espiritual.


Vou tentar aqui fazer uma breve descrição sobre cada um. O amor espiritual é aquele que consegue transcender qualquer problema, consegue transcender qualquer obstáculo, é aquele que pensa em sí, na sua felicidade, mas também pensa na felicidade daqueles que estão à sua volta. Mas sem cobranças, sem espera de recompensas; é aquele amor doado de coração, sem esperar nenhum tipo de agradecimento. É aquele amor incondicional, que mesmo que muitas vezes a outra pessoa não lhe devolva do jeito que você acha que deveria, você entende; e aceita que o seu doar é único, independente do que a pessoa vier a fazer ou não.


É aquele amor que entende que o outro é o outro, não é um pedaço seu, não é a continuação sua, o outro é outra alma, independente de ser filho, independente de ser um companheiro ou companheira, independente de ser o que for na sua vida. Você é uma alma, ele é outra, então você respeita a caminhada dele, você não se intromete, você não obriga, você não induz. Este é o amor espiritual, aquele que percebe que as lições estão aí para serem apreendidas, e cada um tem as suas. Que não é impedindo o outro de passar por um problema, que você o estará ajudando, porque muitas vezes você estará impedindo ele de cumprir aquela missão, de entender aquela missão, porque você se intrometeu.


Então é aceitar que você pode dar um bom conselho, que você pode mostrar o caminho bom e o caminho ruim. Mas deixar que a pessoa escolha o caminho que ela quer, mesmo que para você seja o mais doído, seja aquele que você tem certeza que ele vai se dar mal, mas é a caminhada dele, ele precisa se dar mal para crescer, para evoluir, para aprender, e realmente concordar com você que aquele caminho não o levaria a nada. Então este é o amor espiritual, aquele que transcende qualquer obstáculo, você simplesmente ama, não exige nada em troca; entende que o outro tem o seu caminhar e você tem de respeitar.


O amor humano é aquele que não faz nada disso do que falei anteriormente; é aquele que domina, é aquele que exige, é aquele que cobra, é aquele que nunca está satisfeito. Acha sempre que ama mais o outro do que o outro lhe ama, acha sempre que tudo que faz deveria ter um reconhecimento maior, que tudo que faz deveria ser colocado numa vitrine ou colocado num cartaz para que todos vissem, para que você se sinta valorizado. Então na verdade quando você espera uma resposta, um agradecimento, você só quer manter o seu orgulho em alta. “Fiz algo bom, fiz algo maravilhoso, e ele está me agradecendo!”. E aí o seu orgulho se enche. Quem está falando nessa hora? Não é sua alma é o seu ego, que para você é importante que aquela pessoa lhe elogie, diga que o que você fez foi bom. Então o seu ego fica inflado, você se sente maravilhoso, maravilhosa, em função do que foi dito. Então é aquele amor dependente, que depende de um outro para viver, que depende de um outro para caminhar, que depende de um outro até para respirar. Este não é o amor espiritual, este é o amor do ego em que se faz pequeno, se faz submisso, se faz inferior para ter a atenção daquele outro, supostamente exigindo um amor, que na maioria das vezes não existe.


Então você se anula, você se afunda, você se cobre todo pro mundo, apenas para que o outro tenha pena de você: “Ah, ele tendo pena de mim ele vai me amar!”. Ninguém ama quando você demonstra que quer que as pessoas tenham pena de você. Elas têm isso p