Arcanjo Miguel - Sananda - Parte VI

Queridos! EU SOU O ARCANJO MIGUEL!


O objetivo de nosso vídeo hoje é comentar sobre a Carta de Sananda número 6. Tenho percebido que vocês entenderam perfeitamente quando orientei, quando comentei, que estas cartas não são apenas para serem lidas; estas cartas são para serem sentidas, entendidas. Não apenas passar os olhos, e colocar num canto como um livro que vocês leram. Eu já sugeri aqui, que vocês levem cerca de pelo menos um mês, entendendo cada uma das linhas que estão ali listadas. Muitas informações estão ali, inclusive nas entrelinhas.


Quando Sananda comenta que é importante que vocês meditem a respeito, que vocês se interiorizem e peçam ajuda para o entendimento, isto é essencial, porque em determinados pontos ali, vocês poderão até acharem que entenderam, mas tem mais coisa por trás. Então se faz necessário esta meditação, para que vocês possam receber de Sananda o entendimento. Não, não pensem que vocês não são merecedores de ter a energia de Sananda ao lado de vocês. Eu já disse que a consciência divina dele está no coração de cada um, fazendo companhia àquela consciência de nosso Deus Pai/Mãe.


Então vocês não precisam chamar Sananda para estar junto à vocês, porque ele já está aí, basta que você simplesmente abra o seu coração e o deixe fluir, o deixa falar, o deixe lhe mostrar o que for necessário. Vou deixar aqui uma pequena ajuda; cada um poderá criar a sua meditação, mas vou lhes ajudar neste ponto. Quando vocês tiverem..., porque existem alguns trechos das cartas, que são perfeitamente entendíveis e fáceis de assimilar porque fazem parte da história de Sananda, nada a se aprofundar ali. Vocês não vão viver a história dele, a história foi dele. Então não há o que vocês ficarem ali, decorando o que aconteceu com ele.


Não, isto não é relevante; os passos dados por Sananda, foram os passos de Sananda, basta que vocês entendam aquela história. Então quando vocês encontrarem um trecho que seja um pouco complexo para vocês entenderem, que vocês gostariam de ter um entendimento maior, de se aprofundar naquilo, então vocês podem iniciar a meditação de vocês, como normalmente vocês fazem, e peguem aquele trecho e leiam; leiam o trecho. Não importa se é longo ou se é curto, se é uma frase ou são várias, não importa, leiam.


Ao terminar a leitura simplesmente fechem seus olhos e digam: “Sananda gostaria de um maior entendimento sobre isto que eu acabei de ler”. Pronto, fiquem nesse estado por algum tempo. Não fiquem esperando ver Sananda, não é este o objetivo. O objetivo é vocês continuarem pensando a respeito do que vocês leram, e subitamente algumas coisas serão encaixadas ali, naquele trecho para que vocês entendam melhor; algumas imagens poderão aparecer.


Aí muitos vão dizer: “E se eu não ver, não ouvir, não perceber imagem nenhuma, nem vier nada em minha mente?”. Você não pode desistir, você ainda está fechado para as verdades que estão ali, então você tem que insistir, você tem que mostrar que você realmente está interessado naquele assunto, mas de coração. Então repita o mesmo trecho quantas vezes forem necessárias, até que um dia vocês entenderão tudo, e aí sim poderão passar para o próximo. Então qual é a orientação para essas leituras: comecem a ler; marquem os trechos que vocês acharem, que precisam ser esclarecidos; façam a meditação diária com cada um deles, até que vocês os entendam. “Ah, mas isso poderá durar mais do que um mês!”. E qual o problema? Eu estou colocando aqui prazo para vocês entenderem? Sananda colocou algum prazo nas cartas? “Olha, vocês têm que entender as minhas Cartas em tanto tempo”. Não, poderá levar anos, realmente. Mas o mais importante é que quando você terminar de fazer todo este processo, você não será mais o mesmo, você terá dado passos muito largos na sua evolução. E você terá caminhado e chegado muito mais longe do que quem não fez nada disso.


Então não pense que é uma caminhada difícil. Tá, não é uma caminhada fácil, digamos que ela seja trabalhosa, não difícil. E se vocês se apegarem diariamente à este processo, vocês vão caminhar bastante. Ah, e o mais importante: aquele trecho que vocês separaram, que vocês acharam importante ser esclarecido, coloquem num caderno, e no dia seguinte a meditação ou posteriormente, não importa, anotem o que vocês sentiram, o que vocês perceberam daquilo ali.


Poderá até acontecer de vocês chegarem à conclusão, que o que vocês haviam entendido, está correto, não falta nada. Então vocês simplesmente anotem: “Foi exatamente o que eu entendi”, para que vocês tenham a resposta daquelas palavras. Um dia em que vocês quiserem voltar: “Peraí que eu já li isso. Eu vou ver qual foi a explanação de Sananda e qual o meu entendimento”; vocês vão lá e vão ver escrito o que vocês colocaram. Então essa é uma sugestão meus irmãos, para que vocês saibam tratar essas cartas adequadamente. E tenham certeza, que cada um de vocês que se mostrar com essa intenção, se mostrar aberto para Sananda com essa intenção, ele ficará cada vez mais perto de vocês. Não tenham dúvida disso.


Então vamos falar um pouco sobre a Carta número 6. Ela começa falando do ego. Sananda demonstra que o ego, não é esse bicho papão que muitos colocam; que o ego tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é um lado da sobrevivência, em que vocês em determinado ponto de suas vidas, querem sobreviver. Então não pensam muito o que existe a volta, pensam apenas em se satisfazer naquele momento, e sobreviver, como no caso dos bebês. O bebê não está preocupado se ele está tirando a sua mãe dos afazeres, se ela está cansada, se ela está exausta; ele quer comer, ele está com fome, então ele chora, ele berra pedindo comida. Então é um exemplo do ego, em que ele pensou somente nele, mas ele é um bebê, ele ainda não tem a concepção de que ele está exigindo de sua mãe, às vezes muito mais do que ela pode lhe dar.


Eu não estou aqui falando de alma, eu estou falando de um ser, um ser físico que acabou de nascer. O bebê não fica perguntando: “Mãe você agora pode me dar comida?”. Não, porque ele não entende ainda esta linguagem, ele entende a linguagem do berrar, chorar para ter o que ele quer, e muitas vezes ele quer atenção, então ele berra, ele chora, e percebe que alguém vem. Então ele começa assimilar que a sua vontade é satisfeita naquele momento. Então ele aprende que ele tem que agir daquela forma, para que alguém apareça, para que ele não se sinta só. E assim os seres vão evoluindo.


Muitos de vocês não entendem o porquê que determinadas pessoas são tão individualistas. Comecem a perceber que é nesta fase que algumas regras, algumas condutas têm que começar a ser colocadas. É claro, que vocês não vão castigar um bebê de dias, porque ele está chorando muito. Não é este o caso. Tem que haver o equilíbrio. Mas quando o bebê começa a ter um pouco mais de vivência, ele começa certamente a manipular aqueles que estão à volta, porque faz parte do ego.


“Tudo para mim, eu sou o centro das atenções”. Então ele procura isso, ele faz birra, faz pirraça, e aí é onde compete aqueles que o estão educando, colocar alguns limites. Muitos acham que porque é bebê, pode fazer o que quiser. “Ah, ele é bebê, não sabe o que está fazendo”. Ledo engano, porque aquele ego que já veio nele, já começa a crescer. Então se ele começa a perceber que ele pode manipular tudo, para ter o que quer, ele vai começar a fazer, porque faz parte da sobrevivência, faz parte do ego interior de cada um de vocês.


Ele não se importa com quem está volta, com o que ele está causando; ele quer ele primeiro, ele quer ser o centro de tudo, ser o primeiro de tudo. Então é onde cabe muitas vezes, não brigar, falar palavras ásperas, isso só fará aumentar ainda mais o ego dele, porque você não o satisfez e ainda o tratou mal. Então ele vai lhe devolver com muito mais pirraça, com muito mais chateação, porque ele quer o que ele quer, não interessa.


Então muitas vezes, vocês começam a provocar determinados comportamentos, que vocês mesmos criaram. Vocês que digo, pais em sua maneira geral, quem toma conta daquele ser pequeno. Então vocês têm que impor limites sim, mas com muito amor, com muita paciência. Não pensem que as crianças, os bebês são seres completamente idiotas, porque não são. A partir de determinado tempo eles já começam a processar muita coisa, e não se esqueçam que por trás daquele ser tão pequenino, tem uma alma, e que aquela alma também começa a se manifestar através dele. Então se você deixa a rédea frouxa, ele vai dominar tudo e aí começa a nascer aqueles pequenos tiranos, que quando se tornam adultos, não veem limites em nada; porque você nunca colocou limite. Você sempre achou que ele tinha razão, ele era um bebê, ele tinha razão. Mas ele foi crescendo e você continuou dando razão a ele, e aí depois ficou incontrolável; você já não conseguia mais controlá-lo, e aí você largou de mão.


E aí o que aconteceu quando ele se tornou adulto? Ele manda em você, manda em todo mundo; porque ele se acha o maioral. Sempre foi assim desde pequeno, todos fizeram o que ele queria. Então quem não faz o que ele quer, ele não tem limites para conseguir. Então quando é falado do ego, o ego é necessário, senão vocês morreriam. Se o bebê ficasse pensando ao nascer: “Não, eu não vou chorar, porque eu vou atrapalhar minha mãe, a minha mãe tá cansada, então eu não vou chorar, eu não vou comer para não atrapalhar ela”. Ele morre, porque ele precisa daquele alimento para crescer, para sobreviver.


Então o ego é necessário. E mesmo vocês depois de adultos o ego é necessário, porque vocês têm que pensar em vocês. Agora, como eu sempre digo, tudo tem que ter um equilíbrio. Então vocês têm que pensar em vocês., mas pensar na sua relação com todo, então não é só querer... “Ah, eu quero isto”. Muito bem. O que isto vai trazer de benefício para você? O que isto vai trazer de benefício para os que estão a sua volta? O que isto vai trazer de benefício para o Todo?


Essas são perguntas que vocês tem que fazer a todo instante, para não deixar o ego crescer. Ele tem que ficar sempre em equilíbrio, porque quando vocês não fazem essas perguntas, vocês machucam quem está volta, e de alguma forma vocês prejudicam o Todo, porque saiu do equilíbrio. ”Ah, mas eu me satisfiz!”. Correto, é onde nós falamos que vocês deixaram o ego falar mais alto, vocês pensaram apenas em vocês. “Ah, eu me satisfiz”. Realmente você se satisfez e que se dane o mundo. Olha aquele tirano aí pensando só em si.


E aí é aonde nascem esses grandes ditadores, esses grandes controladores que vocês veem pelo mundo. São pessoas que não têm limites, querem porque querem, porque é bom para eles, não interessa se não é bom para os outros, que se danem os outros. “É bom para mim, então está ótimo”; é o que eles precisam. E aí manipulam, governam as pessoas, para que elas façam exatamente aquilo que eles querem. Então qual é a grande lição disso tudo? É a palavra mágica: equilíbrio, bom-senso.


Não é com palavras rudes, com brigas, que vocês eliminam o ego de ninguém. Quando vocês tiverem que ensinar uma criança, que quer porque quer aquilo, e vocês sabem que não será bom, faça essas três perguntas: “Ah, mas é apenas uma criança”, não importa. Você junto com ele vai fazê-lo perceber, que não é bom. Vou dar um exemplo aqui. Uma criança quer, porque quer, porque quer um instrumento musical. É claro que ela não sabe tocar, ela vai ficar fazendo aquele barulho que não será agradável aos ouvidos de ninguém, porque ela é muito pequena, mas quer porque quer, porque quer.


Então vamos lá, vamos iniciar a conversa: Por que você quer este instrumento? "Ah, eu quero, porque eu quero!” Quando o vizinho aí em cima faz barulho você gosta? “Ah não, me incomoda”. Certo. Você sabe que vai fazer barulho com esse instrumento não sabe? “Sim sei”. Muito bem. E como que você quer fazer barulho para os outros ouvirem, mas você não gosta de ouvir o barulho dos outros? A criança já vai pensar, porque ela não havia pensado, que o que ela vai causar, alguém já causa a ela, e ela não gosta. E você pode continuar, e se tiver um bebezinho no apartamento em cima ou abaixo, e que queira dormir como quando você dormia quando era pequeno? Como que ele vai dormir com barulho que você está fazendo? Entendam, vocês não proibiram, vocês não brigaram, vocês conversaram com a criança. Não entendam as suas crianças como topeiras, porque elas não são. As crianças são muito mais capazes de entender determinadas coisas do que vocês imaginam.


Então, é fazê-la ver o que ela ainda não consegue, porque ela só pensa no seu mundo, ela só pensa no satisfazer dela. Mas se você faz ela visualizar, que o que ela quer fazer, ela vai estar atingindo o outro como ela não gosta de ser atingida, pode ser até que ela continue birrenta querendo aquele instrumento, mas não achem que ela não entende. Ela entendeu, só que ela também não pode demonstrar que se deu por vencida, então ela ainda vai fazer uma birrinha para conseguir aquele instrumento. E aí vocês fazem o quê? Vocês dão o instrumento? Então de que adiantou toda aquela conversa, toda aquela tentativa de tentar fazer entender, que o que ela estava fazendo não era bom; que se ele um dia quiser aprender um instrumento, ela irá para o local adequado, estudar, mas sem incomodar ninguém, porque lá tem todo uma proteção acústica para que não incomode os outros. Você não está dizendo que ele nunca irá tocar o instrumento, você estará dizendo: ”Não, você vai aprender a tocar, mas não aqui em casa, num local adequado”.


Então entendam, vocês começam a impor, impor não, vocês começam a demonstrar as regras, as regras de um bom convívio, as regras do respeito ao outro. Tudo eles querem! Por que eu estou citando tanto as crianças? Porque é aí que o ego começa a se desenvolver; é nas crianças, que se não tem limites o ego se desenvolve e se torna cada vez pior. Então vocês têm que ter um equilíbrio, também não é negar tudo a criança, mas não façam tudo no momento em que ela quer.


Por exemplo: ela quer um brinquedo: “Hoje eu não posso comprar, mas você vai ter o seu brinquedo”. Muito bem, ela vai ter que aprender a frustração, saber que nem tudo que ela quer, ela tem naquele instante. É claro ela vai fazer o teatro, vai rolar no chão, vai gritar, vai espernear, e você ali firme, com a voz macia: “Você vai ter o seu brinquedo, mas não hoje”. Então ela vai perceber que não é gritando, que não é chorando, que não é fazendo birra, que ela vai conseguir as coisas, como ela conseguia quando era bebezinho; ela vai perceber que as coisas estão mudando, que as regras agora são outras.


E aí um belo dia ela até esqueceu daquele brinquedo, você chega com o brinquedo, e dá, ela vai perceber :”Ué, não é que ela me deu brinquedo”, e ela tinha até esquecido que tinha pedido. Então vocês começam a perceber como que o ego é criado, como que ele é incentivado. Muitos pais por culpa, por trabalharem o dia inteiro, por estarem ausentes o dia inteiro, entopem seus filhos de presentes, tudo que eles pedem, dão. “ Ah não, eu fico fora o dia inteiro, coitadinho, o que ele me pede eu dou”. Bonito! Bonito! Ele vai crescer assim, achando que tudo que ele pede a pessoa dá.


Aí amanhã ele vai, num relacionamento, achar que tudo tem que ser do jeito dele, não saberá ouvir um não, e aí poderá se tornar um estuprador, uma pessoa violenta, porque tudo que ele quer ele tinha, por que agora ele não tem mais? Ele continua querendo e ele vai ter a qualquer custo. Ele perde a noção do que é certo, do que é errado. Eu já disse isso aqui: não comprem suas crianças, não exacerbem o ego delas, porque é aí que tudo começa. E vocês podem ter certeza que o ego da criança, vem somado a muitas características da alma. A alma também tem coisas a aprender, tem lições a aprender. Então se vocês estão ensinando aquele pequeno ego, a se manter pequeno, aquela alma também vai aprendendo a se modificar. Mas tudo tem que ter muito amor, muita paciência, e é uma coisa, é uma virtude que vocês têm pouco hoje em dia. Vocês estão sempre gritando, correndo, não têm paciência para explicar nada, para comentar nada, para ensinar nada. Então vocês acabam cedendo a tudo, para ver se as crianças ficam quietas.


Uma criança extremamente agitada, pode vir de uma alma extremamente evoluída, como eu já expliquei aqui, pelo fato de ser muita energia num corpo tão pequeno. Hoje vocês têm uma série de técnicas, de ações que vocês podem fazer energeticamente falando, para acalmar essas crianças. Mas como eu também já comentei aqui, é preferível dar remédios, para que elas fiquem mais calmas e deixem vocês em paz.


Então meus irmãos, o ego não é ruim nem é bom, ele é necessário porque ele traz o sentido primitivo da sobrevivência, o sentido da evolução, do comer, do respirar. Sim, do respirar. Eu preciso ter a consciência de que eu preciso respirar adequadamente, para não me irritar; eu preciso ter a consciência de que eu tenho que me alimentar corretamente, para ter equilíbrio. Tudo isso é ego. “Ah, eu a partir de agora só vou comer folhas, porque eu sou totalmente vegetariano!”. Aí o ego pensou em ser aquela pessoa diferente, aquele que vai sair até na mídia, porque só come folha e não morre.


Então olha a soberba. Ele não pensou só em sí, ele pensou em aparecer, porque isto não é o equilíbrio. Então o ego tem várias formas de se mostrar, tem várias formas de se manifestar. Então o que é passado quando ainda são crianças, é o que se multiplica quando eles serão adultos. Se vocês passam amor, passam respeito, passam conversa, que nada se resolve no grito, tudo é sentar e conversar, um ouvindo o outro; não é um monólogo, não é vocês sentarem com a criança, e falar falar falar falar falar falar, não, vocês têm que escutar também, por mais que muitas vezes vocês ouçam bobagens. Mas vocês têm que mostrar a criança que ela tem que aprender a ouvir, e que vocês também a ouvem, que ela tem que se fazer ouvir, que ela não pode se calar, que ela não pode se submeter.


Então você tem que ensinar isso também. Você não pode meter medo na criança, ela tem que ter respeito por você, não medo. Porque o medo, ela não vai fazer as coisas quando você estiver perto, você virou as costas, ela vai fazer, porque ela não entendeu, o que você explicou. Quando você explica, ela entende, e quando você vira as costas, ela não faz. Agora quando você ameaça, quando você ensina na base do medo, ela não aprendeu nada. Pelo contrário ela vai aprender a ser esperta, quando você virar as costas ela vai rir, e vai fazer o que você acabou de dizer para ela não fazer. Então percebam que tudo é uma questão de equilíbrio.


Vocês não têm a missão de serem pais à toa, se fosse assim, se juntariam um homem e uma mulher, nasceria um bebê e deixa o bebê para lá, ele cresce sozinho. Não é assim? Não, não é assim. Vocês têm que, não apenas alimentar aquele bebê para que ele não morra, vocês têm que ensiná-lo, vocês têm que mostrar as regras do mundo que ele vai viver. Mostrar que a sociedade precisa ter regras senão vira bagunça, tudo tem que ter regras, para que todos convivam harmonicamente.


Ou pelo menos vocês tentem que o seu mundo seja cada vez mais harmônico. Então enquanto pais, vocês têm muito poder sobre as crianças, sobre os seres que vocês vão estar gerando ali, sobre o adulto que vocês estão gerando ali. É o que eu disse, ali tem uma alma, sim, cheia de manias, cheia de defeitos que precisa aprender. Se vocês começam a ensinar com amor, com conversa, esta alma também vai aprendendo, porque faz parte da lição dela; agora se vocês deixam tudo frouxo, tudo solto, as lições que aquela alma tinha que aprender, não vai aprender nenhuma, porque você não colocou regra nenhuma, você deixou correr tudo à vontade, para não ter trabalho. “Ah, deixa para lá, deixa ele fazer o que ele quiser”. É, amanhã ele vai matar naturalmente, porque não há regra para ele.


O conceito do certo e errado, do que é bom para mim e bom para o outro, não existe para ele. Só existe o que é bom para mim, o outro que se dane. Então é isso o que vocês têm que pensar quando se fala em ego. Aí muitos crescem com um ego enorme, só pensa nele, só nele. E aí vocês perguntam? Se perguntam: “Como que ele se tornou um adulto assim?” É, como? Ele foi criado pelos macacos, pelos lobos, como vocês têm nas suas historinhas de criança? Não. Aí muitos poderão até dizer: “Ah, mas muitos foram criados sem pais”.


É por isso que muitas vezes eu costumo medir um pouco as palavras que falo. Eu prefiro substituir pais, por aqueles que educam, porque muitas vezes as crianças não são criadas por aqueles que os geraram, são criadas por aqueles que os adotaram, e a regra vale do mesmo jeito. Não importa se é pai e mãe, se são dos pais , se são duas mães não importa, importa a educação que vocês estão dando a essas crianças. Aí muitas são criadas na rua, totalmente afastadas de um carinho, de uma palavra de orientação, são criadas pela rua. E normalmente na rua dependendo do convívio, as regras não são muito boas, ou melhor, não existe regras, porque criança inventa todo tipo de brincadeira. Então não há regra para elas.

E quando chegam em casa, vocês acham que está tudo bem, e você não tem noção do que o seu filho fez o dia inteiro; ele bateu no cachorro, ele jogou pedra na vidraça do vizinho, ele machucou outra criança, mas para você tá tudo ótimo. Você nem pergunta o que ele fez, voltou para casa, é o suficiente. Tá ótimo. É assim que muitas crianças são criadas. Aí começam a se desvirtuar do caminho do bem, porque na rua tem todo tipo de gente.


Então sintam-se culpados sim, pelos egos das suas crianças, dos seus filhos, daqueles que vocês criaram, porque eles são o reflexo da educação de vocês, eles são o reflexo: do amor em escassez, do amor em excesso, das brigas em excesso, do controle em excesso, da falta total de controle, da falta de carinho, da falta de conversa, da falta da amizade. Sim, porque os seus filhos, têm que ver naqueles que os criaram, amigos; aquelas pessoas em que, se ele se meter numa grande encrenca, ele sabe que vai tomar uma bronca daquele tamanho, mas também sabe que eles vão estar ali, vão o escutar, e vão o orientar como sair daquela enrascada.


Não aquele amigo, que o filho chega em casa: “Olha fiz isso assim, assim assim”. Tudo errado. E o pai ou a mãe fala: “Tem problema não, eu resolvo”, e vai lá e resolve. Ah, então ele se acha no direito de fazer qualquer bobagem, porque papai e mamãe, ou aqueles que o cria, resolvem tudo; então ele pode fazer o que ele quiser. É meus irmãos educar não é fácil, é difícil. Por isso que muitos desistem, abrem mão; “Ah, deixa correr”, porque é complicado.


E depois vocês reclamam do tamanho do ego que a criatura se tornou. E aí eu posso comentar para encerrar este vídeo de hoje, sobre as crianças que estão nascendo recentemente, que são crianças extremamente amorosas, extremamente preocupadas com o mundo e com o outro. E que nascem no meio de famílias, que não têm nenhum desses sentimentos. Muitas dessas crianças estão tentando educar os pais, porque percebem que ali, aquelas almas estão totalmente perdidas. O processo está se invertendo, as crianças estão educando os pais.


E aí muitos pais não estão aceitando isso, e acham que aquela criança é arrogante, prepotente. E essas crianças estão sofrendo muito. É meus irmãos, aí muitos vão perguntar, como já perguntaram aqui: “E por que que essas crianças nasceram nesta família?”. Qual é o objetivo maior de uma alma? Evoluir e ajudar os que estão a volta a evoluir. E essas crianças têm o coração muito puro, então estão escolhendo realmente aqueles que precisam evoluir, senão não tem graça a missão delas. Sim, elas sofrem, mas elas no íntimo sabem que aquela é a missão delas. No futuro vocês verão.


No restante da carta número 6, Sananda reconta uma boa parte do que foi até os momentos da sua crucificação. A importância do pão e do vinho nas celebrações que existem até hoje. Eu espero que vocês tenham entendido, quando ele comenta sobre as decisões de haver as guerras santas, em detrimento daquilo que os poderosos queriam. Onde supostamente Deus havia dito que deveriam matar para impor a sua vontade. Percebam até onde vai o ego do homem. Ele é tão grande, que soube usar o nome de Deus, aquele Deus punitivo, aquele Deus vingativo, que mandou matar para impor a sua vontade. Olha o absurdo!


Então, explica-se as guerras santas que sempre houveram, em que muitos se acham no direito de matar o outro, só porque não segue o que quer. Isto foi o ego, o ego daqueles que queriam impor a sua vontade. Então eu vou usar o nome de alguém que ninguém possa ir contra ele. Ele não existe como humano, então vou usar o nome de Deus: “Deus mandou”. Ai todo mundo:“Oh,Deus mandou”. Quem pode culpar Deus? Ninguém. Então vamos fazer o que Deus quer! No entanto não era Deus coisíssima nenhuma, era o ego, daquele que queria manipular o povo. É meus irmãos, observem o quanto que as palavras de Deus foram manipuladas, e pensem a respeito.


EU SOU O ARCANJO MIGUEL! Estou aqui, sempre junto a cada um de vocês, mostrando a cada dia o melhor caminho que vocês têm a seguir.




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